Quadras, praças e parques bem iluminados mudam a forma como a cidade é usada depois que o sol se põe: mais segurança para caminhar, mais tempo de uso dos espaços esportivos e menos pontos escuros nos bairros. A iluminação pública LED é o centro dessa transformação, e Florianópolis vive um momento importante desse processo. Neste artigo, explicamos o que diz a norma técnica mais recente sobre o tema, os benefícios reais da tecnologia LED e a diferença entre a iluminação pública e os projetos privados de iluminação para áreas de lazer e esporte.
O que mudou com a nova NBR 5101:2024
A ABNT publicou, em 25 de março de 2024, a nova versão da NBR 5101, norma que trata de iluminação viária. Ela cancela e substitui a versão de 2018 (com a Emenda 1:2018) e amplia o escopo: agora trata não só de vias e áreas públicas, mas também de áreas privadas.
Entre as principais mudanças estão:
- Redução dos limites de temperatura de cor correlata (TCC) das luminárias: até 1800K em áreas rurais, 2200K em vias locais e um teto geral de 3000K, uma faixa bem mais restrita do que a antiga (de 2700K a 6500K, prevista na Portaria Inmetro 62/2022).
- Critérios mais rigorosos contra a emissão de luz acima do eixo horizontal, o que ajuda a reduzir a poluição luminosa e a proteger o céu noturno.
- Recomendação de sistemas de iluminação adaptativa e telegestão, com componentes já preparados para conectividade (como soquetes de 7 pinos), pensando em cidades inteligentes.
Um ponto importante: a vigência plena dessas novas regras ainda depende de regulamentação do Inmetro, que precisa definir o prazo de transição em relação à versão anterior. Até essa definição, a versão 2018 continua sendo a referência prática para certificação de produtos e projetos. Ou seja, a norma já existe e orienta o setor, mas ainda não é obrigatória em todos os projetos no mesmo formato final.
Benefícios da iluminação LED em áreas esportivas e de lazer
A troca de lâmpadas convencionais, como vapor de mercúrio ou sódio, por luminárias LED traz ganhos concretos para quadras, praças e parques:
- Consumo de energia até 80% menor em comparação às tecnologias tradicionais.
- Vida útil mais longa, podendo passar do dobro de uma lâmpada convencional, o que reduz a frequência de manutenção e troca.
- Mais segurança e conforto visual, permitindo reconhecer pessoas e identificar obstáculos com clareza.
- Ampliação do uso noturno de quadras, calçadões e áreas de convivência, favorecendo a prática esportiva e o lazer fora do horário comercial.
A norma técnica também exige que a iluminação desses espaços permita o deslocamento seguro de pedestres e que postes e luminárias não obstruam a passagem de veículos de emergência ou manutenção, algo que um projeto bem planejado já resolve na fase de concepção.
Temperatura de cor: luz branca ou amarela?
Uma dúvida comum de quem está avaliando um projeto de iluminação é a diferença entre a luz branca (mais fria, azulada) e a luz amarela (mais quente). Luminárias com temperatura de cor mais baixa, abaixo de 3000K, tendem a causar menos impacto sobre os ciclos biológicos da fauna noturna e gerar menos poluição luminosa do que luzes brancas mais azuladas e de temperatura mais alta.
Por isso, em praças, parques e áreas próximas a regiões de preservação, a escolha de tons mais quentes costuma ser recomendada, equilibrando conforto visual, segurança e menor impacto ambiental. Os valores exatos de iluminância e luminância recomendados para cada tipo de espaço variam conforme a classificação da área, e o ideal é sempre consultar a norma técnica vigente ou o catálogo de um fabricante homologado antes de fechar um projeto.
Florianópolis avança na modernização do parque de iluminação pública
Florianópolis tem mais de 64 mil pontos de iluminação pública, e a cidade já modernizou 73% desse parque com tecnologia LED, segundo dados de março de 2025. Somente em 2024, foram substituídos 16.825 pontos de luz, um ritmo que segue elevando esse percentual. A manutenção da rede é feita pela Quantum Engenharia, empresa contratada pelo município.
Dois projetos ajudam a ilustrar esse movimento na Grande Florianópolis: a iluminação cênica da Ponte Hercílio Luz, com cerca de 1.300 luminárias LED RGB, e a modernização do Parque da Luz, no Centro, com 55 postes e luminárias LED, com obras previstas para avançar ao longo de 2026.
Vale entender quem responde por esse serviço. Pela Constituição Federal de 1988 (arts. 30 e 149-A), a iluminação pública é responsabilidade do poder público municipal, que desde 1º de janeiro de 2015 responde integralmente pelo projeto, instalação, operação e manutenção desse serviço, podendo delegar a execução a empresas terceirizadas. A ANEEL, por sua vez, não define como o município presta o serviço, mas regula a relação entre as distribuidoras de energia, como a CELESC, e as prefeituras, incluindo o faturamento da Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Essa regulação está consolidada na Resolução Normativa nº 1.000/2021, que incorporou normas anteriores e foi atualizada pela Resolução Normativa nº 1.115, de abril de 2025.
Iluminação pública x projetos privados: onde entra a Gelux
É importante fazer uma distinção que gera bastante confusão: a iluminação pública, das ruas, praças e parques municipais, é de responsabilidade da prefeitura e da concessionária de energia. Já a iluminação de quadras, áreas comuns, estacionamentos e espaços de lazer dentro de condomínios, empresas, clubes e complexos esportivos privados é responsabilidade de cada proprietário, e não está coberta pelo serviço público.
É justamente nesse ponto que entra o trabalho da Gelux Engenharia Elétrica. Projetos de iluminação LED para áreas privadas em Florianópolis e na Grande Florianópolis seguem a mesma lógica técnica da iluminação pública, com a NBR 5101 como referência de boas práticas, somada à NBR 5410 para o dimensionamento seguro das instalações elétricas de baixa tensão e à NR 10 para garantir a segurança de quem executa a instalação e a manutenção da rede elétrica.
Um projeto bem feito considera o uso do espaço, a distância entre pontos de luz, a temperatura de cor adequada e a integração com o quadro elétrico existente, sempre com atenção às normas técnicas vigentes.
Conclusão
A iluminação pública LED já é realidade em boa parte de Florianópolis, e o mesmo padrão de eficiência, segurança e economia pode ser levado para quadras, praças e áreas de convivência privadas, em condomínios, empresas e clubes de toda a Grande Florianópolis. Entender a norma técnica, escolher a temperatura de cor certa e contar com um projeto elétrico bem dimensionado faz toda a diferença no resultado final.
Se você está avaliando modernizar a iluminação de um espaço esportivo, uma praça de condomínio ou uma área de lazer, fale com a equipe da Gelux Engenharia Elétrica e entenda as opções mais adequadas para o seu projeto.